sexta-feira, 13 de maio de 2016

Temer nomeia dois pastores como Ministros. Confira

Um é pastor da Assembleia de Deus e o outro é da Universal do Reino de Deus

O Presidente Michel Temer nomeou nesta quinta-feira (12), para o primeiro escalão do Governo dois ministros evangélicos. Ronaldo Nogueira (PTB-RS), deputado federal e pastor da Assembleia de Deus que assumiu o Ministério do Trabalho.

Ele está no segundo mandato no Congresso Nacional, é filiado ao PTB desde 1992, quando deu início à carreira política no interior do Rio Grande do Sul. Aos 50 anos, o parlamentar natural de Carazinho (RS), é formado em Administração de Empresas pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Porto Alegre.

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.


Pereira, presid. nacional do PRB. (Foto: Douglas Gomes)
O advogado é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcos Pereira(PRB), Presidente Nacional do PRB, irá comandar o Desenvolvimento e Indústria e Comércio. 

Pereira é natural de Linhares no Espírito Santo. Seu partido que conta com 22 deputados federais e um senador, foi o primeiro a desembarcar do governo de Dilma Rousseff, ao devolver o Ministério do Esporte, então ocupado por George Hilton, o anúncio foi feito em 16 de março.


Fonte: JM Noticia

Política organizada pode favorecer cristãos

República Centro-Africana

O bom relacionamento do presidente com os líderes religiosos internacionais parece um bom sinal para os cristãos que são perseguidos e atacados

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O recém-eleito presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra, nomeou um primeiro-ministro e outros membros do seu gabinete, conforme relatado pela agência de notícias Reuters

O gabinete tem 23 membros e inclui não apenas os aliados do presidente, mas também alguns dos seus rivais que participaram das eleições para a presidência contra ele. Muitos dos membros do gabinete estão voltando ao país depois de vários anos de exílio e trazem com eles a sua experiência de trabalhar para organizações internacionais e entidades empresariais no exterior. Um deles é justamente o Simplice Sarandji, o novo primeiro-ministro.



Recentemente, de acordo com informações da CNA, Touadéra se encontrou com o Papa Francisco, em Roma, para conversar sobre as relações bilaterais entre o Vaticano e a República Centro-Africana. "A formação de um gabinete que inclui ambos os aliados e rivais do presidente é mais um sinal do progresso que a República Centro-Africana está lutando pela paz e pela estabilidade do país. O gabinete tem uma difícil tarefa de consolidar tudo isso à democracia, além de ter que batalhar por reconciliações", comenta um dos analistas de perseguição.


Além da missão política de reconstruir a economia, o governo ainda tem que lidar com a fome que já ameaça milhões de pessoas e o apoio de parceiros internacionais, nesse caso o Vaticano, pode ser muito importante nesse momento. "O bom relacionamento do presidente com os líderes religiosos internacionais parece um bom sinal para os cristãos que são perseguidos e atacados num país que ocupa a 26ª posição na atual Classificação da Perseguição Religiosa. Vamos orar para que o cenário permaneça assim, para que haja paz no governo e esperança para a igreja nessa nação", conclui o analista. Interceda pelos cristãos perseguidos da República Centro-Africana.


Leia também

Fonte: www.portasabertas.org.br

Projeto Mexa-se Pela Vida promove hábitos saudáveis neste domingo, 15

Acontece neste domingo, 15, no Parque Cesamar o projeto Mexa-se Pela Vida! 2016. A ação que acontece das 6h30 às 11h30, visa promover uma vida saudável, além da prevenção de doenças como a depressão, o sobrepeso, a diabetes, assim como mais problemas de saúde causados pelo sedentarismo.

 O projeto contará com a presença de profissionais da saúde para orientar os participantes sobre hábitos alimentares e exercícios físicos diários, além de realizarem exames de glicemia e pressão arterial. Educadores físicos também estarão no evento orientando e auxiliando os participantes, principalmente os que ainda não possuem o hábito de se exercitar regularmente.

O Mexa-se Pela Vida! 2016 é um projeto sem fins lucrativos promovido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.



Fonte: www.palmas.to.gov.br - Redação Fundesportes

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Em Tocantinópolis, Polícia Militar Realiza Mais Uma Apreensão de Entorpecente e Apreende um Menor

Apreensão aconteceu na tarde desta ultima terça feira (10), por volta das 14h10min, policiais militares da cidade de Tocantinópolis/TO efetuaram a apreensão de um adolescente, por ato infracional (porte de entorpecente).

foto divulgação 5ª CIPMQuando realizava patrulhamentos rotineiros pelas ruas da cidade, ao passarem pela Av. Nossa Senhora dos navegantes, próximo ao cais na Beira Rio, à guarnição da Polícia Militar se deparou com um adolescente em atitude suspeita. Assim, a equipe determinou ao menor parar para proceder-lhe busca pessoal, após a abordagem foi encontrado em sua mochila um embrulho contendo uma substância entorpecente aparentando ser Cannabis Sativa, popularmente conhecida como maconha. Diante dos fatos, o adolescente foi conduzimos a delegacia da criança e adolescente, onde ficou aos cuidados do delegado de plantão para as providências cabíveis, o jovem vem apresentando um histórico de indisciplina escolar onde já sofreu inúmeras medidas disciplinares por parte da escola onde estuda. A substância entorpecente foi apresentada e exibida á autoridade policial na mesma delegacia.
Nestes primeiros dias do mês de maio é a terceira vez que a Polícia Militar apreende substâncias entorpecentes na cidade de Tocantinópolis. As outras duas ocorreram no dia 02/05 e 09/05 onde foram apreendidas substâncias análogas à maconha.

Fonte: Ascom/5ª CIPM

As Revoltas de Boa Vista do Tocantins

Primeira revolta de Boa Vista

primeira revolta de Boa Vista do Tocantins, por vezes denominada de primeira guerrilha do Tocantins, foi uma série de acontecimentos que ocorreram no norte da província de Goyaz, envolvendo também a província do Maranhão. As hostilidades se iniciaram em março de 1892, e só foram finalizadas após a mediação de autoridades maranhenses e do frei Gil de Vila Nova.
O conflito envolveu grupos oligarcas locais, que se enfrentaram após a proclamação da república, pelo domínio do poder na esfera regional. A revolta também foi de cunho emancipacionista, pois tinha o objetivo de desvincular o norte de Goyaz da tutela de Vila Boa de Goyaz.
Antecedentes
A província de Goiás, que á época do império, era governada por grupos conservadores ligados a Dom Pedro II, teve sua frágil estrutura política abalada após a proclamação da república, feita pelo Marechal Deodoro da Fonseca. A unidade da província estava continuamente sob ameaça de movimentos secessionistas, principalmente alojados na região norte do território.
Inúmeras declarações separatistas haviam sido feitas, sendo as mais relevantes por Theotônio Segurado, que por seguidas vezes intentou criar a província de São João da Palma (também chamada de São João das Duas Barras), e por Leão Leda, que chegou a declarar a República de Pastos Bons, que englobava os territórios do atual estado do Tocantins, sul do Pará, e sul do estado do Maranhão.
Outro fator que antecedeu a revolta foi a situação de caos vivida na região após a destituição das autoridades constituídas pelas forças imperiais. Isto permitiu que outros grupos oligarcas almejassem ascender a política local, normalmente utilizando meios coercitivos para tal.
A revolta
O coronel Carlos Leitão, chefe político de Boa Vista do Tocantins ligado ao Partido Republicano de Goiás (bullhonistas/deodoristas), se beneficiou politicamente com a queda do império, pois viu seus inimigos políticos (ligados ao império) serem destituídos. Aproveitando-se da situação, tomou o poder local, e tornou-se deputado constituinte, e chefe da Coletoria de Impostos da Província de Goyaz.
Após tomar o poder local Leitão, sendo ligado ao então presidente da província do Maranhão, Manuel Inácio Belfort Vieira, disseminou na região a proposta de separação da região norte de Goyaz, e a anexação desta a província do Maranhão. Não obtendo apoio entre os próprios políticos maranhenses, propõe que o norte de Goyaz se separe juntamente com o sul do Grão-Pará para formar a província de Boa Vista. Os movimentos acirraram os ânimos dos demais grupos políticos conservadores locais, os florianistas, e também chamou a atenção dos grupos políticos de Vila Boa e Porto Nacional, que imediatamente reagiram. A diocese de Vila Boa de Goyaz publicou em seu periódico uma nota repudiando a atitude do coronel, e em seguida o frei Francisco de Monsavito o excomungou.
Em 1893 Leitão chegou a declarar-se presidente (governador) da província de autônoma de Boa Vista, mas não conseguiu o suporte político que desejava, e acabou por fazer mais inimigos, principalmente dentro da diocese de Goyaz.
Leitão, se aproveitando de sua posição como juiz da comarca de Boa Vista, arquivara em 1890 o processo criminal de seu inimigo político, Cláudio Gouveia (acusado de assassinato), e passou a leiloar os bens pertencentes a este de forma irregular, muitas vezes adquirindo os próprios bens leiloados. Ao assumir o cargo de deputado constituinte teve de se licenciar de sua função de juiz, e em seu lugar foi nomeado o pernambucano Henrique Hermeto Martins. O juiz Hermeto Martins reabriu o processo criminal de Cláudio Gouveia e o inocentou, revertendo também os leilões irregulares feitos por Leitão. Leitão imediatamente reagiu, e tentou impor a destituição do magistrado, não logrando sucesso. Este ato ocasionou o estopim da crise política na região.
Acirramento do conflito
No início de março de 1892 frei Gil de Vila Nova, apoiado pela diocese, e pelo intendente municipal Francisco de Sales Maciel Perna, inimigo político de Leitão, expulsam-no da cidade de Boa Vista, obrigando-o a ir para Carolina no Maranhão. Neste episódio um irmão de Leitão acaba por ser assassinado.
Leitão e seu grupo político arregimentaram armas e peões (pistoleiros), e em 31 de março de 1892 tentaram retomar o controle da cidade. O confronto seguiu até 2 de abril, com Leitão sendo novamente expulso.
Após este episódio Leitão tentou consecutivas vezes tomar o controle de Boa Vista. Em agosto de 1893, Leitão retoma o controle da cidade ao prender o intendente Maciel Perna. Ele consegue enviá-lo preso ao Rio de Janeiro, mas Maciel Perna livra-se por meio de um habeas corpus e retorna a cidade. Leitão aproveita-se da oportunidade e declara-se presidente (cargo á época correspondente ao de governador) da província autônoma de Boa Vista, estabelecendo seu governo na cidade homônima. Em dezembro após um novo confronto perde definitivamente o controle da cidade, e é expulso.
Desfecho
Após fracassadas tentativas de retomar o controle de Boa Vista, Leitão aceita negociar o fim do conflito com os irmãos Maciel Perna em fevereiro de 1894. Com mediação de políticos maranhenses e do frei Gil de Vila Nova o conflito acaba, com Leitão e seu grupo político abandonando definitivamente a região. Leitão se dirige com seus aliados e sua família para o Grão-Pará.
Após o armistício de 1894 fortaleceu-se na região o grupo conservador, ligado ao Partido Democrata, liderado pelos irmãos Maciel Perna. O armistício também enfraqueceu o projeto secessionista regional, que ficou paralisado até 1907, entretanto serviu para fazer ressurgir a luta pela emancipação de Tocantins, que havia ficado estagnada desde a morte de Theotônio Segurado.
A crise política deixou profundas marcas na sociedade local. Este fato acabou levando a Segunda revolta de Boa Vista, que ocorreu devido aos mesmos fatores que levaram a primeira: questões emancipacionistas e luta entre grupos oligarcas pelo domínio da política local.

Segunda revolta de Boa Vista

segunda revolta de Boa Vista do Tocantins, por vezes denominada de segunda guerrilha do Tocantins, foi uma série de acontecimentos que ocorreram no norte da província de Goiás, envolvendo também as províncias do Maranhão e Grão-Pará. As hostilidades se iniciaram em abril de 1907, e só foram finalizadas após um sangrento conflito que levou a morte de Leão Leda, o principal líder oligarca da região, em março de 1909.
O conflito contrapôs grupos oligarcas da região e o clero que disputavam o domínio do poder político na esfera regional. Assim como a primeira revolta, a segunda também foi de cunho emancipacionista, pois tinha o objetivo de desvincular territórios para a formação de um novo estado.
A segunda revolta tem seus antecedentes ligados aos desdobramentos da primeira revolta de Boa Vista, que envolveu principalmente conflitos entre oligarcas e rebeliões emancipacionistas.
Embora encerrados em 1894 por intermédio de autoridades maranhenses e por frei Gil de Villa Nova, após a morte do frade, os conflitos de Boa Vista ressurgiram. O grupo oligarca do coronel Leitão havia sido destituído do poder local, e o poder se concentrava agora em grupos conservadores ligados à Diocese de Goiás. A disputa entre conservadores (federalistas) e liberais (bulhonistas) é o que realmente estava por trás destes conflitos.
As propostas emancipacionistas revividas durante a primeira revolta de Boa Vista, agora tinham mais apelo e apoio, além de proporção macrorregional, englobando populações dos territórios do Goiás, Maranhão e Grão-Pará. No auge, o conflito quase pôs emguerra civil o Goiás e o Grão-Pará.
A revolta
Os bulhonistas – enfraquecidos desde sua expulsão de Boa Vista do Tocantins em 1894 (haviam perdido o domínio político na esfera estadual em 1893), estavam se recompondo desde 1898 com a chegada de Leão Rodrigues de Miranda Leda (coronel Leão Leda) e seu grupo á cidade. Leão Leda havia sido expulso do Maranhão por conflitos ocorridos no Alto Sertão, envolvendo a proclamação da República de Pastos Bons. Leão Leda trouxe a ideia juntamente consigo quando mudou-se para Goiás, transformando-a no "estado de Pastos Bons". 
Leão Leda com o apoio do governo de Goiás, através do governador Rocha Lima, tomou o poder em Boa Vista, confrontando o domínio das autoridades eclesiásticas, que dominavam a política local. Através do governador, conseguiu que se nomeasse como juiz da comarca de Boa Vista do Tocantins, Cantídio Bretas, e como promotor público, Adelmar Macedo, que era seu genro.[6]
O principal rival político de Leão Leda era o padre João de Sousa Lima (posteriormente Cônego João Lima), que além de sacerdote havia sido político influente em Boa Vista, chegando a ser eleito intendente e deputado pela cidade.
Para enfraquecer domínio de padre João, Leão Leda arregimentou bandos de jagunços para roubar gado, cereais e outros pertences de aliados do padre. Esta atitude enfureceu o padre João e a diocese de Goiás, que o excomungou acusando-o de ser judeu (de fato era judeu) e sob a alegação de ser ligado á maçonaria.
Desdobramentos iniciais
O estopim da crise se deu nas eleições municipais de Boa Vista, quando Leão Leda foi eleito intendente. Abriu-se uma crise institucional porque os votos dados a Leão Leda foram tidos como comprados. Não aceitando o resultado das eleições o padre João tenta retomar o poder em Boa Vista organizando um ataque ao grupo do coronel Leão Leda no dia 23 de maio de 1907. Neste ataque morreu Tomas Moreira, genro de Leão Leda.
Os combates entre os grupos rivais seguiram, e em julho de 1907 a cidade de Boa Vista do Tocantins estava quase totalmente destruída. Casas comerciais haviam sido arrombadas e saqueadas, o cartório, a agencia do correio nacional, e boa parte dos prédio públicos haviam sido destruídos, com todos os documentos sendo queimados. Os destacamentos da Guarda Nacional não conseguiam por fim ao conflito, sendo obrigada se retirar da localidade. No mesmo mês a comarca de Boa Vista foi desativada e transferida para Porto Nacional.
Padre João, se aproveitando da transferência da comarca, retoma o controle total de Boa Vista em janeiro de 1908, e põe seus esforços para expulsar o coronel Leão Leda definitivamente da região, conseguindo apoio da diocese do Maranhão para isto.
Com a transferência da comarca para Porto Nacional, o grupo de Leão Leda perdeu suporte político, mudando-se para localidades próximas. Os conflitos então se alastraram pelas localidades vizinhas, chegando em Filadélfia em agosto, e ao estado do Maranhão, nas cidades de Porto Franco e Carolina, em setembro de 1907. Em dezembro do mesmo ano explode nas localidades goianas de São Vicente do Araguaya e Pedro Afonso.
A primeira etapa do conflito foi vencida por padre João, que conseguiu empurrar seus opositores para longe de seu território de influência. 
Declaração de Marabá
Influenciados pelo conflito que se desdobrava no estado vizinho, e com o apoio do grupo de Leão Leda, um movimento separatista se desenvolveu no Grão-Pará paralelamente. Este movimento tentou anexar os territórios do sul do Grão-Pará ao Goiás em 1808.
As localidades de Alcobaça, Marabá, São João do Araguaya e Conceição do Araguaya declararam-se independentes, no ato que ficou conhecido como “declaração de Marabá”. Nomearam João Parsondas de Carvalho como advogado e negociador junto á Goiás. O projeto foi bem recebido pelo presidente Rocha Lima, que conseguiu a rápida aprovação da anexação no congresso estadual, nomeando Norbeto de Mello como chefe da Coletoria do Oeste de Goiás, e criando no mesmo despacho a comarca de Marabá.
O grupo de Leão Leda se beneficiou com isto, visto onde estava alojado, em Porto Franco, enfrentava constantes ataques de aliados de padre João. Em meados de 1908, Leão Leda e seus aliados mudam-se para o oeste goiano (territórios do Grão-Pará que haviam sido anexados). No mesmo ano, fixa-se em Conceição do Araguaya.
Última fase do conflito
Após perder o controle de Boa Vista, os conflitos ainda se desenrolaram em Porto Franco, Filadélfia e Pedro Afonso até junho de 1908, quando Leão Leda retirou-se finalmente da região.
Em janeiro de 1909, ao estabelece-se em Conceição do Araguaya, Leão Leda junta forças políticas (apoio de seu sobrinho, o político e comerciante Estevão Maranhão) e declara a criação do estado de Pastos Bons. Este ato enfureceu a diocese de Goiás, que temia a perda de uma de suas principais e mais lucrativas missões. Devido a isto, Dom Domingos Carrerot, bispo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, passa a confrontá-lo publicamente, acusando-o de ser herege e ligado á maçonaria.
Em 3 de fevereiro de 1909 após Leda juntar jagunços para roubar e depredar propriedades de seu inimigo político, Dom Carrerot, explode um novo conflito, desta vez envolvendo as localidades de Conceição, Santa Maria do Araguaya (atual Araguacema), e Porto Araguaya (atual Couto Magalhães). Carrerot também arregimenta grupos armados, que passam a atacar aliados de Leão Leda.
Após um mês de conflitos, Dom Carrerot arma uma emboscada, e entre 8 e 9 de março de 1909, após um violento conflito, mata 52 dos aliados Leda, capturando também o próprio Leda e seu filho, sendo estes linchados e mortos pela população local.
Desfecho
O conflito se encerrou com a morte de Leão Leda, fator que influencia na total desarticulação do grupo bulhonista no norte de Goiás. Demonstra também que a estrutura política do Estado, ainda não havia se consolidada, mesmo após quase uma década deproclamada a república no Brasil. O grupo conservador (federalistas) fortaleceu-se sobremaneira em todo o Goiás.
Após o fim do conflito, o clero reforçou sua influência sobre a região, e demonstrou grande capacidade de articulação em todos os níveis de poder. Destacam-se também os atos de extrema violência referendados pelas autoridades eclesiásticas.
Após este conflito, o Grão-Pará finalmente retoma o controle do sul da província. Mesmo tendo criado os municípios de São João e Conceição em 1808, somente ressume o controle total da região em 1909. As autoridades goianas ainda esboçaram retomar o controle da região, mas a possibilidade da explosão de uma guerra civil entre os estados as faz desistir.
Os movimentos emancipacionistas também ganharam força e peso, influenciando populações de três estados, mas não articulados o suficiente para consolidar resultados maiores. No entanto lançaram-se as bases para a construção de novas propostas para o estado do Tocantins, sendo a principal delas, por Lysias Rodrigues na década de 1930. A revolta também fez surgir os ainda insipientes movimentos emancipacionistas do Maranhão do Sul e Carajás.

REFERÊNCIAS

MARTINS, Mário Ribeiro. «O Crime do Coronel Leitão». Usina de Letras.
ALMEIDA, Donizete. «Resumo: As Revoltas de Boa Vista do Norte Tocantins: Padre João – João de Sousa Lima e as relações sociais no extremo norte de Goiás séculos XIX- XX.». Colégio Girassol de Tempo Integral.
COELHO, Maria do Socorro Coelho. «Ideais e Manifestações Republicanas no Sertão Maranhense» (PDF). PPPG UFMA.
GOMEZ, Luis Palacín (1990). Coronelismo no Extremo Norte de Goiás: O Padre João e as Três Revoluções de Boa Vista - Tocantinópolis (São Paulo: Edições Loyola). p. 121.
CARDOSO, Clodoaldo. «Pastos Bons» (PDF). IBGE.
MARTINS, Mário Ribeiro. «Tolstoi e o Padre João: Quem foi Leão Leda?». Usina de Letras.
«Da Diáspora ao Holocausto da Família Leda». Jornal Pequeno. Texto "RIBEIRO, Felinto" ignorado (Ajuda)
«História». Portal Estado do Carajás. Consultado em 13 de setembro de 2011.
Ribeiro, Laércio. . "Agora é Carajás". Foco Carajás (7): 60. Visitado em 18 de setembro de 2011.
OLIVEIRA, Fátima. «O sonho da Sibéria maranhense». Jornal O Tempo.
FERREIRA, Antônio José de Araújo. «O Estado do Maranhão do Sul: velha ideia e realidade?» (PDF). Núcleo de Humanidades da UFMA.
GOMEZ, Luis Palacín (1990). Coronelismo no Extremo Norte de Goiás: O Padre João e as Três Revoluções de Boa Vista - Tocantinópolis (São Paulo: Edições Loyola). p. 121.
«Carlos Gomes Leitão». Maraba Online.
«Perfil biográfico de Carlos Gomes Leitão». AL Goiás.
«História». Universidade Federal do Tocantins.
Fonte: pt.wikipedia.org

Enem 2016: Iniciam as inscrições com expectativa de 8 milhões de participantes.


As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) edição 2016 começaram ontem segunda-feira, 9.  Para participar é necessário realizar o cadastramento pela internet na página do Enem até o dia 20 deste mês. A expectativa do Ministério da Educação é que cerca de 8 milhões de estudantes se inscrevam na edição deste ano. 

O valor da taxa de inscrição é de R$ 68 sendo isentos do pagamento os estudantes de escolas públicas concluintes do ensino médio em 2016. Também estão desobrigados a pagar aqueles que se declararem carentes.  Enquadram-se nesta condição os candidatos pertencentes à família de baixa renda, ou que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica (nos termos do art. 4º do Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007 ou da Lei 12.799, de 10 de abril de 2013). 

Pessoas com deficiência ou necessidades específicas contarão com atendimento especializado, de acordo com solicitação do interessado no sistema de inscrições que inclui apresentação de documento comprobatório do diagnóstico com a descrição da condição que motivou o pedido de atendimento. 

Em 2015, as inscrições em todo o Brasil apresentaram queda de 10% em relação ao ano anterior.  No Tocantins a redução do número de participantes foi de cerca de 2% totalizando em 67.869 inscritos. Para se manter neste patamar, neste ano, a Secretaria de Estado de Educação, Juventude e Esportes (Seduc) já está mobilizando as unidades escolares da rede estadual.

“A intenção da pasta é manter esta perspectiva de inscritos e, para isso, estamos incentivando os estudantes por meio das ações nas próprias escolas. Todas as unidades de ensino que ofertam o ensino médio têm, no projeto político pedagógico, estratégias voltadas para o Enem conforme as necessidades do alunado. De qualquer forma é necessário estar atento ao prazo que este ano foi reduzido para 11 dias”, ressalta a técnica da Gerência do Ensino Médio da Seduc, Sâmia Maria de Carvalho. 

Novidades

 Neste ano, os inscritos terão mais comodidade para quitar a taxa de inscrição. O pagamento poderá ser efetuado em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios, até as 21h59 do dia 25 de maio.

 Para evitar fraudes, o Enem trará, pela primeira vez, a identificação biométrica, com a impressão da digital na ficha de identificação do participante. O novo procedimento tem por objetivo somar aos demais itens de segurança da avaliação como detector de metais e lacres nos envelope das provas. 

 Outra novidade é o aplicativo para celulares, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), que conterá todas as informações necessárias para que os participantes acompanhem a inscrição, recebam informações como cronograma, dicas de estudos além de permitir acesso aos resultados. 

Provas

 O exame acontece nos dias 5 e 6 de novembro com início às 13h30. Serão quatro provas objetivas, contendo, cada uma, 45 questões de múltipla escolha, e uma redação. O período total de duração do exame é de quatro horas e meia no primeiro dia, e cinco horas e meia no segundo dia. 

No sábado, dia 5, serão realizadas as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias, e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.  No domingo, dia 6 serão aplicadas as provas de Redação, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, e Matemática e suas Tecnologias. 

Acesso ao ensino superior 

A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (ProUni). A participação na prova também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

 Certificação

 Outra possibilidade que o Enem oferece é a certificação do ensino médio aos participantes maiores de 18 anos que ainda não concluíram a escolarização básica.  No ato da inscrição, o candidato deve selecionar qual a instituição expedirá o certificado de conclusão entre as  secretarias estaduais de educação e institutos federais que aderiram ao processo. 

Preparação e simulados

 Para auxiliar na preparação para o exame, Sâmia Carvalho destaca a utilização do Portal Hora do Enem, que oferece aos candidatos plataforma de estudos, simulados, exercícios, resumos, 600 videoaulas dentre outras atividades. “São diversas opções para ampliar o aprendizado, dentre elas, o plano de estudo individualizado conforme o nível do estudante. Nos simulados, são disponibilizadas as correções que apontam qual a universidade que o aluno poderá entrar com a nota obtida”, detalha. 

Outra ferramenta extra é o simulado online do Enem. Foram realizadas duas edições, uma no dia 30 de abril e outra no último final de semana.  As escolas têm acesso aos dados de seus estudantes para acompanhar o desempenho de cada um e investir em suprir as necessidades dos alunos. Até o data da prova oficial os interessados terão mais quatro oportunidades para fazer o teste que acontece nos dias 25 de junho, 13 de agosto e 8 e 9 de outubro. 

Todas as informações estão disponíveis na página do Enem de 2016. Em caso de dúvidas, os candidatos podem ligar para o telefone 0800-616161.


Fonte: Seduc.to.gov.br - Núbia Daiana Mota

Padre Josimo - Memória aos Trinta anos de sua morte

Hoje fazem 30 anos que o Padre Josimo Morais Tavares foi morto por pistoleiros a mando de fazendeiros, por conta de seu ativismo em defesa da reforma agrária e em defesa dos pobres.

O bico do papagaio nos anos 80 vivia uma acirrada disputa no campo, onde trabalhadores rurais, grileiros e grandes latifundiários viviam em grande tensão. Padre Josimo que era da pastoral da terra, acompanhava de perto as injustiças e ameaças que o povo sofria. Pela falta de conhecimento e por não terem poder, nem influência política, tinham seus direitos suprimidos e ainda sofriam com a violência de grupos que reivindicavam o direito exclusivo de possuírem as terras nessa região.

Josimo, de origem humilde, se tornou Padre aos 26 anos. Sensível as causas populares, seguindo sua fé nos exemplos de benevolência de Cristo, além de sua consciência cidadã e humana, aprendidas em certa medida com os estudos ao qual se dedicou nos anos de seminário, resolveu trilhar o caminho dos idealistas que fazem da ação humanística um vetor de mudança da realidade presente.

Padre Josimo enfrentou de mãos vazias, as balas, as ofensas e ameaças dos resquícios do regime militar, impostos através do autoritarismo dos "donos" da terra, os coronéis dessas bandas. A democracia ainda estava para renascer quando Josino tombaria na cidade de Imperatriz-MA, no dia 10 de maio de 1986, na Av. Dorgival Pinheiro de Sousa, na sede da CPT Araguaia-Tocantins, atingido pelas costas.

Josimo deixou um legado que ultrapassa os anos e as gerações. Se tornou o símbolo da luta contra as injustiças no campo. Um lutador, combatente do povo que nunca se viu representado. Povo que sempre esteve negligenciado. A história de Josimo fez com que o mundo se voltasse para essa região, onde a lei da opressão contra os fracos imperava. O Martírio de Josimo trouxe coragem e esperança a muitos que nele confiavam. Que seja sempre lembrado o Padre da região do Bico do Papagaio que enfrentou as injustiças causadas pelos grandes.

Esse menino padre, negro militante, Povo e Evangelho, conflito e fidelidade, pode devolver-nos a dura, teimosa, inquebrantável alegria de lugar pela Terra Prometida na terra que, para ele, ressuscitado, já é Terra gloriosa no céu. PEDRO CASALDÁLIGA

Todos sabiam dessa morte

A cerca do latifúndio sabia.
Os pistoleiros, os assalariados da morte,
a polícia fardada e paisana, o GETAT,
os garimpeiros, os bêbados, as prostitutas,
as professorinhas, as beatas,
as crianças brincando no areal da rua
sabiam.
Os homens da terra, os posseiros, os saqueados,
as mulheres alfabetizadas pela dor
e pela espera
sabiam.
O prefeito, o juiz, o delegado, a UDR,
os fazendeiros, os crápulas
sabiam.
As mãos dos assassinos
poliam as armas.
A igreja sabia
e esperava…
A haste orgulhosa do babaçu
sabia.
E dobrava as palmas num lamento
e multiplicava a ciência dessa morte,
os passarinhos, o relógio dos templos
mastigando o comboio da horas
e não se deteve, a água dos rios
não se deteve, fluindo irremediável
a hora dessa morte.
A pedra dos caminhos
sabia
e permaneceu muda,
o vento sabia
e anunciava seu gemido todavia indecifrável
Tuas sandálias sabiam
e continuaram a caminhar.
Eu, que nasci votado à alegria
e vivo a contar o rosário interminável
dos mortos
não fiz o verso,
espada de fúria,
que cindisse em dois
o comboio das horas
e descarrilasse o tempo de tua morte.
Você sabia.
E sorria
apenas.
Como quem se lava
para chegar vestido
de algodão
e transparência
à hora da solidão.

Pedro Tierra

Pe. Josimo: Vida e Morte

Paraense de nascimento
Tocantinense de coração.
Depois de ordenado
Veio para esse rincão.
E ao lado do pobre
Foi cumprir sua missão.

Na luta pela defesa
Do povo trabalhador
Pe. Josimo Tavares
Uma forte luta travou
Sendo a posse da terra
O centro desse pivô.

Muitos fatos se sucederam
Nas comunidades rurais,
Nas cidades e nas vilas
E até nos matagais.
Os fazendeiros enfurecidos
Queriam matar o Morais.

As forças políticas locais,
Da polícia e fazendeiros
Tramaram o ato sangrento
Daquele homem verdadeiro.
Por causa do seu ideal
Deu a vida como um cordeiro.

A morte de Pe. Josimo
Comoveu toda a região.
O seu reflexo até hoje
nos comove o coração.
Foi exemplo de homem de fé,
Coragem e dedicação.

José de Arruda Silva

Fonte: Giano Guimarães